Publicado por: Lohran Anguera Lima | 18/05/2012

Como funciona o centro médico do World Tour

Este artigo foi publicado no Site Waves.

Leia também: Quando CJ Hobgood foi ao centro médico

Uma pequena sala discreta, reclusa, bastante privada e ao lado da área dos atletas. Essa é a descrição do ambiente médico do Billabong Rio Pro 2012, terceira etapa do World Tour. Cabe ressaltar, com base na descrição supracitada, que esse centro médico não era de uso geral, mas de uso quase exclusivo dos envolvidos, diretamente, com o campeonato (atletas, acompanhantes dos atletas, imprensa, organização e demais funcionários). O público presente nas areias utilizava um posto médico externo ao palanque. Ao escrever “quase exclusivo”, refiro-me ao fato de que, caso necessário fosse atender alguém do público, a prática não lhe seria negada, obviamente.

A equipe médica do Billabong Rio Pro 2012 era composta por dois quiropraxistas (Jason Gilbert e Luiz Fernando Maestro), uma massagista (Maria Florencia, amplamente conhecida como “Flor”) e um médico socorrista. Jason Gilbert, um dos quiropraxistas, foi, também, o chefe da equipe médica deste ano.

Em meio a tantas práticas de saúde possíveis de serem realizadas no centro médico (nem todas as práticas médicas têm a sua realização recomendada para o local, a exemplo das emergências), os ajustes e as massagens recebem destaque devido a maior procura pelos usuários. Aliás, vale ressaltar que, sendo a procura por atendimentos tão grande, é comum a formação de filas de espera, podendo durar até 30 minutos. Obviamente, aos casos mais urgentes é dado preferência, a exemplo de Joel Parkinson, o qual procurou atendimento logo antes de entrar na bateria da semifinal contra Mick Fanning. É comum haver sessões de acupuntura e prescrição ou administração de medicamentos para viroses e dores em geral. Os traumas de cabeça e de coluna cervical, mesmo não sendo tão corriqueiros, são os que causam maior movimentação e alarde. Nesses casos em especial, aquela pequena e discreta sala torna-se o centro das atenções, abrigando mais de vinte preocupadas e curiosas pessoas concomitantemente, como aconteceu com CJ Hobgood em 2011.

Os atendimentos são iniciados assim que as disputas das baterias começam, mas não param com o encerramento das mesmas, visto haver procura até cerca de uma ou duas horas depois de terminadas as baterias do dia. Logicamente, o bom senso de todos permite a conclusão dos atendimentos próximo das 16h ou 17h, permitindo que os integrantes do centro médico consigam remar em algumas ondas antes do anoitecer. Atendimentos não são realizados em dias sem competição, com algumas exceções.

Embora os recursos dentro de um centro médico sejam limitados, fato facilmente notado pela mitigada equipe, os profissionais que o integram são de extrema competência. Casos não resolvidos no centro médico são devidamente encaminhados para hospitais da cidade do Rio de Janeiro.

Muito obrigado a todos,

Lohran Anguera Lima.

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Responses

  1. [...] Leia também: Como funciona o centro médico do World Tour [...]

  2. Bacana dar créditos aos “anônimos” que, algumas vezes, podem fazer a diferença entre uma boa ou má performance.

  3. [...] Leia também: Como funciona o centro médico do World Tour [...]

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