Publicado por: Lohran Anguera Lima | 16/05/2013

O melhor aos 41 anos

Este artigo foi publicado no Site Waves.

Kelly Slater alongando-se

Kelly Slater alongando-se

Campeonato feminino na água, poucos atletas masculinos no palanque do evento. David Wood, chefe de segurança da ASP, entra na sala do centro médico segurando seu celular, como se lesse uma mensagem para, discretamente, perguntar à Maria Florencia, massagista do WCT mais conhecida como Flor, se ela estaria livre às 15:30h.

A partir desse momento, já entendi do que se tratava. Ou de quem se tratava. Esse procedimento não é algo corriqueiro. Quando o atleta quer ou precisa de atendimento médico, ele entra na sala de atendimentos e é atendido. Simples assim. 

Haja vista toda essa cerimônia de agendamento de horário, certamente tratava-se de Kelly Slater.

16:00h no relógio do punho, 16:05h no do celular. Nada de o careca aparecer. Pensei naquele momento: ou o horário não era para Kelly ou ele desistiu. Tudo bem, sem problemas. O trabalho no centro médico continua normalmente (não que tivesse parado para recebê-lo).

Às 17:30h, já nos últimos raios de sol, aparece o 11 vezes campeão mundial. Jack Johnson estava certo, Kelly sempre se atrasa. Um certo abuso com os profissionais da saúde que trabalharam das 6:30h da manhã até o referido horário, alguns sem mesmo almoçar? A meu ver, um pouco. Mas o que interessa é que, quando ele chega, a fome dos que não almoçaram passa, o cansaço dos que trabalharam o dia todo cessa. E todos trabalham como se o último a ser atendido fosse o primeiro. Disposição lá em cima.

Flor faz massagem em Kelly durante, aproximadamente, 2 horas. “Ela sabe como tratar uma pessoa”, disse o careca após a sessão. E Flor só parou a massagem porque o australiano Jason Gilbert, quiropraxista do WCT, precisava ajustá-lo. Seria mais 1 hora de exercícios e manobras.

Jason cuidou da lombar, da cervical, dos ombros e dos joelhos de Kelly. Na hora de ajustar a cervical, Slater contou que tentou ajustar seu irmão no final do ano passado: “Eu ajustei meu irmão no final do ano. Tracionei a cabeça para liberar o espaço entre as vértebras e fiz a manobra. Acho que ele ficou com um pouco de dor. Eu, definitivamente, não sei fazer isso”. Em relação aos ombros, a reclamação do 11 vezes campeão mundial era “Sinto dor ao fazer o swing quando jogo golfe”. E o atleta mostrava, repetidamente, como era o seu swing. Parecia sentir-se jogando golfe naquele exato momento.

Em relação aos joelhos, aconteceu algo curioso. Kelly pegou um dos instrumentos de Jason Gilbert e começou a trabalhar a musculatura próxima ao joelho por conta própria. Isso ocorre porque ele conhece tudo do seu corpo, sabe onde tem dor e o que deve fazer para não a sentir mais. Admirável para alguém que não é da área da saúde.

E após 3 horas de massagem, ajustes e exercícios, quando acreditei que Kelly iria embora, começam 15 minutos de contração muscular induzida por um pequeno aparelho, procedimento chamado de eletroterapia.

Findos os 15 minutos, Kelly é dispensado. Está cansado, como se tivesse corrido durante uma hora. “Vocês têm água aí?”, pergunta. Dois copinhos lhe são entregues. Bebe-os como se neles contivesse a última água do planeta. Suspira, faz brincadeiras, agradece e retorna ao hotel.

A primeira conclusão: longe das câmeras e do fanatismo excessivo dos brasileiros, Kelly é extremamente gentil e educado. Conversa com todos, pergunta coisas apenas por curiosidade e interessa-se pelo que os que a sua volta têm a dizer.

A segunda conclusão: para ser o melhor do mundo, mesmo com 41 anos, não basta apenas surfar. Pelo contrário, os trabalhos fora da água são mais intensos, demorados e extenuantes do que os dentro. É o preço que a idade cobra de um atleta de alto nível. Kelly Slater entende isso e se dedica como nenhum outro atleta do tour. No dia seguinte ele retorna para mais uma dessas maratonas. Porque é o que ele faz, quase diariamente, para continuar sendo o melhor de todos, mesmo aos 41 anos.

Muito obrigado a todos,

Lohran Anguera Lima.

Publicado por: Lohran Anguera Lima | 28/02/2013

Supremacia FCS

Este artigo foi publicado no Site Waves.

fcs kelly

Kelly Slater

Jonathan Launais, mais conhecido como Jon, carioca, residente há vários anos na Califórnia, mais precisamente em San Diego, é o pé do Brasil dentro de uma das mais bem sucedidas empresas de equipamentos para surf, a Fin Control System (FCS).

Com sede na Austrália, a FCS foi idealizada e desenvolvida em 1994, porém patenteada, apenas, no ano seguinte. Atualmente, é a empresa de maior sucesso e respeito quando o assunto é quilha. Não à toa, é de onde provém a maior parte do seu lucro anual, além de artigos como leashes e decks, os quais contribuem, significativamente, para a renda da empresa.

Certo. Mas onde entram San Diego e Jon nessa história toda? Simples. Um dos motivos pelo grande sucesso da FCS é a descentralização, a qual otimiza a distribuição dos produtos e facilita o conhecimento logístico e a demanda da região atuante. San Diego foi escolhida como a sede da FCS nas Américas, e Jon Launais é, atualmente, representante de vendas na Surf Hardware International, empresa a qual detém, dentre outros negócios, a FCS. Hossegor, na França, é, por exemplo, a sede da FCS na Europa. Dessa maneira, todos os produtos FCS encontrados nas três Américas passam por San Diego, e todos os compradores das três Américas fazem negócios com o Jon. A facilitação na distribuição dos produtos com essa descentralização torna-se tão evidente e impressionante que, se você estiver na Califórnia e realizar o pedido de algum produto FCS, receberá a entrega em sua casa em até 24h.

E foi nessa sede em San Diego que Jon me recebeu numa ensolarada manhã de sexta-feira. Passamos algumas horas juntos. Ele me mostrava os gigantescos estoques de quilhas que seriam encaminhadas aos mais diversos destinos nas Américas enquanto conversávamos sobre vários assuntos, desde sua graduação até o motivo do relativo insucesso de Kolohe Andino.

Numa dessas, perguntei se a Dakine os incomodava. Sem titubear, Jon acertou com a cabeça e confirmou com palavras “Incomoda muito!”. Segundo ele, a Dakine é uma concorrente direta da FCS com relação às capas de prancha e às mochilas (com relação às quilhas, ninguém ameaça a FCS, por enquanto). A explicação para isso assume extrema lógica quando tomamos consciência de que a Dakine fora adquirida pela gigante Billabong. Assim, todo o processo de fabricação torna-se facilitado, principalmente as etapas de impressão e costura, haja vista a Billabong já possuir todos os equipamentos e conhecimento necessários para efetuar tal atividade. Assim sendo, a FCS não mais concorreria com uma empresa de pequeno porte chamada Dakine, mas com uma de grande porte chamada Billabong. Isso reduz, expressamente, as condições de expansão da FCS. Não há possibilidade de altos investimentos nesses setores de concorrência “desleal” como o das mochilas e das capas de prancha, pois o risco de obter prejuízo é altíssimo. Com isso, a Dakine cresce a passos largos e a FCS a passos médios. Uma capa de prancha custa entre 150 e 400 dólares, um jogo de quilhas entre 50 e 80. Perceptível a preocupação? Creio que sim.

Entretanto, de forma alguma isso significa que a FCS não tenta ingressar e brigar no mercado de artigos dos quais não detém a supremacia. Ela produz capas de prancha e mochilas (muito boas por sinal), porém não é um ataque avassalador ao mercado. É algo comedido, pois se o novo negócio não der certo, não se perde muito dinheiro. Se houver sucesso no novo negócio, pode-se investir mais. É assim que funciona, explicou Jon. Ainda assim, insisti na indagação “E se não der certo, vale o dinheiro gasto? Não seria mais coerente manter o foco nas quilhas, já que é algo certo e garantido?”. Jon acabou com as minhas perguntas a respeito: “Esse dinheiro investido é muito pouco perto do lucro da FCS. Vale a pena o risco sim. Se não der certo, a gente nem sente financeiramente”.

Além do supracitado, a FCS busca inovar e trazer melhorias nas suas já consagradas quilhas. O Project Green Flex produz quilhas a partir de carpete. Quando questionado sobre o desempenho dessas em comparação às tradicionais, Jon afirmou que diferença alguma existe. A propósito, nessa mesma sede em San Diego existe uma sala própria para testes. Outra novidade a qual me fora apresentada consiste no novo sistema de encaixe de quilhas FCS. Esqueça, meu caro leitor, aqueles pequenos parafusos os quais sempre perdemos na hora de fixar as quilhas. Um novo sistema de encaixe já está sendo usado, totalmente sem parafusos! Isso permite que você as troque com o seu amigo dentro do mar, proporcionando testar diferentes equipamentos, além de evitar a chata situação de ver sua prancha sem um copinho, arrancado juntamente com a quilha, após uma vaca. Esse sistema facilita a saída da quilha quando pressionada no sentido da rabeta em direção ao bico. Sim, você perderá a quilha, mas não quebrará a prancha. E é só ir a qualquer loja de surf e pedir por quilhas avulsas. Muito provavelmente, o dono da loja terá um saco enorme com vários modelos, e é só você pegar a que precisa. Custo zero. Pelo menos na Califórnia é assim.

O sucesso mundial da FCS é inquestionável. Indubitavelmente, é a marca número 1 quando tratamos de quilha. São vários modelos, cada um para determinado tipo de onda, para cada específica característica do surfista, para cada diferente objetivo a ser alcançado sobre a prancha. O time FCS, a propósito, é de causar medo e inveja a qualquer outra empresa que ouse fabricar quilhas. Nomes como Mick Fanning, Gabriel Medina, Julian Wilson, Adriano de Souza, CJ e Damien Hobgood compõem a equipe. Mark Richards e Tom Carroll são embaixadores da marca. Apenas por curiosidade, os primeiros nomes, por serem atletas WCT, possuem carta branca com a FCS: se precisam de mais quilhas, quaisquer que sejam, é só enviar um e-mail pedindo; o mesmo acontece com qualquer outro artigo FCS.

Caso eu não o tenha convencido, caro leitor, acerca do poder e do sucesso da FCS perante o mundo do surf, sugiro uma visita à sede em San Diego. Jon, certamente, convencê-lo-á.

Muito obrigado a todos,

Lohran Anguera Lima.

Publicado por: Lohran Anguera Lima | 22/02/2013

E então é hora. Não de mudar, mas de parar.

parafina logo

20 meses e 20 edições. Esse foi o tempo em que estive junto à Revista PARAFINA. Mas, hoje, esse período chega ao fim. Não por vontade própria. Lógico que não. Jamais viraria as costas a quem até mim veio de braços abertos. Infelizmente – ou talvez felizmente –, essa tão simpática publicação mensal deixará de ser publicada. Motivos para isso? Acredito que existam vários. E os apoio.

Há um mês, escrevi o artigo “Quando a chama quer se apagar”. Sei que não foi determinante para a decisão de interromper a vida da PARAFINA, mas creio que ilustra perfeitamente o cenário o qual envolve o seu sepultamento. Sepultamento não. É um vocábulo muito carregado de tristeza para algo que me trouxe, quase na totalidade, apenas alegrias e satisfação. Mas a ideia é, basicamente, esta: muito trabalho e pouco retorno.

Lembro-me do primeiro e-mail que recebi do ora editor da referida revista Rodrigo Oliveira em algum horário muito feliz do dia 16/03/11: “Textos muito bons! Se desejar, já entram na próxima edição! Caso deseja adentrar na ‘gang’ da Parafina, seja bem-vindo!”. Tempos depois, o Rodrigo saiu da PARAFINA. Mas, indubitavelmente, tenho um carinho imenso por ele, afinal foi quem me trouxe não à “gang”, mas à família PARAFINA. Muitíssimo obrigado, Rodrigo!

Após a saída do Rodrigo, confesso que me senti um pouco desapadrinhado. Mas jamais órfão. Pois apareceria, na época, a figura de uma mãe muito atenciosa, preocupada e simpática com os seus filhos colunistas. Eloise Malvessi. Cabia a ela a função de nos impor datas para a entrega dos textos mas também a sensibilidade de aceitar os não incomuns atrasos de alguns dias. “Eloise, posso entregar o texto uns três dias depois do previsto?”. Isso nunca me foi negado. E, também, nunca me faltou carinho e compreensão por parte dela. Obrigado, Eloise! Perdão pelo pedido de prolongamento da data de entrega deste texto. Como é o último, não poderia ser diferente. Você entende.

Com a saída do Rodrigo e a emersão da Eloise, passou a ser evidente, também, a figura do chefão André Altmann. Chefão, pois eu recebia, frequentemente, e-mails da distinta pessoa com comentários, críticas e avaliações dos meus textos. Ora parabenizava, ora desestimulava. Ora concordava, ora discordava.  Fazia-me feliz quando eu sentia que ele havia sido tocado por algum artigo meu. Parecia que ele não se continha, necessitava desencarcerar da alma a mesma revolta que me despertara a inspiração para escrever. E André o fazia isso. A ASP, por sinal, era o nosso alvo preferido. Injúrias intermináveis sobre ela. Obrigado pela parceria, André!

Com Fábio Perroni, o verdadeiro artista visual da PARAFINA, não tive tanto contato. Mas o pouco que tive me provou o quão brilhante ele é. Durante todo esse tempo na revista, em apenas um momento encomendei uma arte para um texto meu. O título era “Recompensa no velho oeste” e tratava de uma história relatada a mim pelo próprio protagonista Gary Linden em busca da sua prancha perdida na costa oeste americana. Saiu na edição número 40 (setembro de 2011). Sugeri que o Fábio estilizasse a publicação com o contexto do velho oeste americano. Cartazes de recompensa, armas características da época e papel envelhecido. E ele, genialmente, conseguiu reproduzir exatamente como eu imaginava. Incrível e memorável, Fábio!

Sim, meus caros leitores, este é o último texto do Near The Ocean na tão querida Revista PARAFINA. De uma hora para outra, passo a não mais ter o “compromisso” de enviar, mensalmente, meus textos aos editores. É um término que deixa tristeza e um certo vazio. A PARAFINA já fazia parte da minha rotina. Curioso que o editorial da primeira edição da qual participei traz algo semelhante: “A PARAFINA não difere em nada nem é especial para o tempo ou ação de mudança. Nossa mutabilidade é um fato vigente, aceito e normal, mesmo que às vezes seja duro e dolorido. E acredite, leitor, às vezes é bastante triste mudar.”  (Rodrigo Oliveira, ex-editor da Revista PARAFINA, na edição 35).

E então é hora. Não de mudar, mas de parar. Sempre me lembrarei dos 20 meses e das 20 edições. Gostaria que vocês, Rodrigo, Eloise, André e Fábio, soubessem o quanto eu tenho orgulho de fazer parte dessa equipe e dessa revista. Muito obrigado a todos pelo grande aprendizado. Muito obrigado, principalmente, a você, leitor, por ter nos acompanhado durante esse caminho. E, enquanto a chama não se apagar neste que vos escreve, continuarei publicando no Near The Ocean.

Muito obrigado a todos da eterna família PARAFINA,

Lohran Anguera Lima.

Publicado por: Lohran Anguera Lima | 22/10/2012

Quando a chama quer se apagar

Quando a chama quer se apagar. Foto: photoforum.ru

Já faz alguns anos que estou envolvido com o esporte e, principalmente, com seus bastidores (campeonatos, revistas, sites, artigos, entrevistas e tudo mais). Envolvido com o esporte, aqui, não significa pegar onda, mas estar por traz de parte dos meios de comunicação do surf e dos negócios de surf. Sempre o fiz por prazer, (quase) nunca recebendo pagamento financeiro em troca. Benefícios, agrados e facilidades sim. Uns tapinhas nas costas de vez em quando. Muita gente acha o máximo ver alguém descendo a lenha na genial ASP e nas suas sempre bem sucedidas patifarias; nas quase nada exploradoras empresas de surfwear; nas profissionais, responsáveis e jamais errôneas atitudes dos atletas; e nos velozes e irretocáveis rumos profissionalizantes do esporte. Mas ninguém quer comprar a ideia. É o cachorro inconveniente e malcheiroso da sua namorada: bonitinho de longe, pegar no colo jamais. Há momentos em que me pego refletindo sobre o que faço no meio do surf. Como este, agora. Tempo dedicado, desentendimentos, entendimentos, satisfação, insatisfação, reconhecimento e desconhecimento. Tudo isso é colocado na balança do “vale a pena?”. Geralmente, o saldo é positivo devido à satisfação pessoal, mas há momentos em que a chama quer se apagar. Como este, agora.

Nesses momentos é que devemos ser sinceros com nós mesmos. Um sentimento de insatisfação começa a surgir. “Larga esse texto para lá”, “Dois dias para editar essa entrevista?”, “Quantos leram o que você escreveu?”. Vozes da consciência. E as coisas que fazemos nos bastidores do surf passam a não ser mais tão prazerosas. A incógnita de estar, ou não, no lugar certo torna-se parte do cotidiano. De maneira alguma, vejo essa síndrome como algo restrito a minha pessoa. Isso é evidente em muitos dos jornalistas, fotógrafos, editores e colunistas envolvidos com o surf. Principalmente naqueles que fazem disso o seu trabalho e forma de sustento. Eles possuem um olhar de lamentação, de cansaço, de insucesso. Algo como “Trabalho nisso há mais de 20 anos e, ainda, ando de Corsa ano 95”. Se alguém aqui tem um Corsa ano 95, eu acho legal. Para mim, escrever textos e participar dos bastidores do surf é uma atividade extra. Por isso, ainda, cá estou. Se fosse meu trabalho efetivo, teria caído fora há algum tempo, indubitavelmente. O estilo de vida parece ser incrível. Um sonho. E é, mas só para 0,0001% dos envolvidos com o surf (atletas tops, altos cargos das empresas de surfwear e mais alguns outros), ou seja, para aqueles que podem estar dentro da água quando e onde quiserem. O legal mesmo é pegar onda. Ficar em frente ao computador ou dentro de um escritório é uma enorme burrice humana. Neste momento, eu sou um dos burros, e você, caro leitor “envolvido com o surf”, sem ofensas, é o outro. Pior que isso: somos burros montáveis. Há alguém “trepado” em nós. Não dificilmente, esse alguém deve estar pegando onda agora mesmo.

Eu vejo a minha contribuição para o surf com os tempos contados, ao menos na função de colunista ou de escritor de artigos, ainda que seja uma atividade extra na minha vida, quase um hobby. Aos meus amigos, colegas, colunistas, editores, fotógrafos e jornalistas (envolvidos com o surf): procurem outras ocupações, outros trabalhos, outros empregos. Uma hora, o entusiasmo de fazer o surf crescer, ou apenas se desenvolver corretamente, acaba. E com ele vai o tempo. E boa parte da vida. No final de tudo, somos apenas o inconveniente e malcheiroso cachorro da namorada. Ou burros montáveis mesmo.

Muito obrigado a todos,

Lohran Anguera Lima.

Burros montáveis, também conhecidos como “Nós”.

Publicado por: Lohran Anguera Lima | 18/09/2012

Entrevista (diferente) com Mark Occhilupo “Occy”

Já evidentemente alterado pelos efeitos do álcool (apenas do álcool?), o campeão mundial de surf de 1999, o australiano Mark Occhilupo, carinhosamente chamado de Occy, mesmo com os olhos semicerrados, concedeu-me a presente entrevista num agradável final de tarde na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O que começou de uma maneira pouco amistosa, devido à saída de Occy da mesa de amigos, terminou em abraços e elogios pelo próprio australiano: Man, this is awesome! How did you do this? All my friends making questions at me! It was funny! Sincerely, thanks, bro! (“Cara, isso é irado! Como você conseguiu isso? Todos os meus amigos me fazendo perguntas! Que engraçado! Sinceramente, obrigado, brother!”).

E o que começou com os olhos fechados, terminou com o coração aberto.

Muito obrigado a todos,

Lohran Anguera Lima.

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