Publicado por: Lohran Anguera Lima | 26/12/2010

Entrevista com Séries Fecham

Um dos maiores sucessos da recente história do surf nacional não é um atleta da nova geração nem uma nova marca de roupa; mas, sim, um programa descontraído, informativo e inédito no nosso meio: o Séries Fecham.

Muito mais do que um simples programa de entrevistas, o Séries Fecham possui um formato bastante peculiar: Marcos Sifu, Marcelo Trekinho e Júlio Adler sentam-se num sofá com convidados e conversam sobre todos os assuntos relacionados ao surf, todos mesmo. O grande barato do programa é que ele acontece em um clima de muita descontração e informalidade, o que o torna, extremamente, leve e divertido aos olhos e ouvidos dos espectadores. (No final desta entrevista, você pode conferir uma parte do episódio 6 do Séries Fecham).

Gostaria de registrar, aqui, meus sinceros agradecimentos ao Trekinho, pela atenção desde o primeiro contato que tivemos; ao Sifu, pela prontidão ao responder às perguntas e pela preocupação com o conteúdo; e à disponibilidade encontrada por ambos, nessa época do ano, para atender o Near The Ocean (um dos muitos fãs e acompanhantes do Séries Fecham).

Parabéns pela iniciativa ao criarem o programa; uma ideia fundamentada na originalidade e cercada de sucesso a qual vem tirando elogios tanto da mídia especializada quanto das pessoas que nunca estiveram perto do oceano.

O Near The Ocean deseja que o Séries Fecham continue com muito sucesso e que cresça ainda mais; toda a credibilidade que o programa vem conquistando é fruto do esforço e da criatividade de vocês. Que essa nova maneira a qual vocês encontraram de informar com diversão continue em 2011 e além. Obrigado pelas risadas que me proporcionam a cada novo episódio. Aqui é um admirador e fã que escreve.

Muito obrigado a todos por terem recebido o Near The Ocean neste ano de 2010!

Um ótimo Ano Novo,

Lohran Anguera Lima.

Como surgiu esse projeto? Foi um insight repentino de algum de vocês ou foi uma ideia que já vinha sendo trabalhada durante algum tempo?

A ideia foi do Marcellus Vianna (que está no episódio 14) e do Júlio Adler. Era para ser só um podcast para o Júlio colocar no blog dele. Chegamos a gravar um piloto, mas ficou ruim e eu não lancei; eu estava relutando com o formato. Passou mais de um ano até amadurecermos a ideia. O Júlio e eu pensamos num formato e fomos melhorando, então a galera começou a se envolver naturalmente. Gravamos o primeiro episódio, mas o Júlio não pôde ir. Em seguida, surgiu o nome programa. Já no segundo episódio, o Júlio compareceu e a melhora foi nítida. Fizemos sem muitas pretensões e parece que deu certo.

A Volcom é uma patrocinadora comum do Trekinho e do Sifu; sabemos, também, que o Séries Fecham começou sem qualquer apoio financeiro, apenas no prazer de vocês em fazer algo diferente. O enorme e evidente sucesso do programa mudou esse cenário? Alguma empresa já adotou o programa e o auxilia de alguma maneira?

Não, nenhuma empresa adotou a ideia porque eu não quis vender o produto sem uma identidade definida. Mesmo assim, várias marcas demonstraram interesse, afinal o potencial da comunicação é ilimitado.

Vocês possuem alguma dificuldade na produção do Séries Fecham ou está dando tudo certo? Sentem falta de algo essencial?

Dificuldades sempre existem, de várias formas. Mas estamos fazendo com amor, a galera que produz o Séries Fecham é bem envolvida e é um grupo criativo. Todos falam e todos são ouvidos; o ambiente é muito criativo, o que ajuda muito. As ideias surgem com muita naturalidade, além de os internautas também ajudarem com sugestões e críticas. Claro, com a evolução sempre vem um desafio. Fizemos uma coisa legal, sem copiar ninguém, com os nossos próprios formato e identidade, e disso as pessoas gostam. Então, acredito que fizemos certo quando ninguém estava olhando; copiar, agora, seria ridículo.

O Júlio Adler é, extremamente, respeitado por tudo o que já fez e ainda faz no surf. Qual é a maior contribuição dele para o programa: a enciclopédia que ele tem na cabeça ou as pessoas que ele consegue levar para o sofá?

Acredito que o Júlio é o nosso melhor material humano. A parte dele é feita com maestria: ele ajuda nas pautas, no andar da conversa, nas curiosidades e nos fatos históricos, além de ser carismático e polêmico. Eu sempre falo que ele é o lado ácido da coisa, enquanto eu e o Trekinho somos mais o lado doce. A meu ver, essa pitada azedinha que o Júlio dá ao programa é perfeita na fórmula.

Eu tenho uma curiosidade pessoal em ver o Fabinho Gouveia no programa. Além de ser uma das maiores personalidades do surf brasileiro, “o cabra é abestado de engraçado”. Já soube que foi feito um episódio com ele via Skype, mas a qualidade não ficou boa, por isso não foi ao ar. Existe alguma previsão para ele sentar no sofá com vocês?

Gravamos com ele via Skype, mas o áudio ficou ruim (uma das dificuldades que aprendemos), então joguei numa pasta que eu tenho de “rejects”. Um dia vou lançar uma série com as melhores partes desses ”rejects”, tem coisa muito boa; infelizmente, não é possível fazer um episódio inteiro, pois quanto à questão de se lançar ou não, sou bem crítico. Mas ele já falou que vem, provavelmente nesta próxima temporada (2011)!

Qual foi o episódio do qual vocês mais gostaram?

Difícil de responder. Acho que a galera gostou mais do episódio com o Dadá Figueiredo (episódio 13). Mas, para mim, o melhor foi o de Pepê Cézar (episódio 14).

Vocês inovaram, mais uma vez, ao fazer episódios com transmissão ao vivo pela internet. Como tem funcionado isso?

A ideia é ter um ao vivo com pré-show, depois a gravação, e então um pós-show em que o convidado fica uns 20 minutos só com os internautas, respondendo às perguntas. Encerrada a transmissão, o episódio da semana é lançado. Mas isso pode mudar, ainda estamos experimentando as possibilidades de lançamento. Para mim, o ao vivo é o mais legal! Quem viu, adora.  Um detalhe é que o ao vivo é apenas para 100 pessoas, algo bem diferenciado das transmissões ao vivo as quais buscam a massa. Nosso produto é o episódio, o ao vivo é o making of. Mesmo assim, para mim é o mais legal, pois acontece muita interação.

Acho que vale a pena registrar que vocês estão preenchendo uma lacuna no surf nacional. O esporte sempre foi carente de um programa como o Séries Fecham (descontraído, mas informativo; com personalidades que se tornam amigos de infância quando sentem a alegria do ambiente). Ele tem dado tanta satisfação a vocês quanto aos espectadores? Fale um pouco sobre a reação que o programa provoca em vocês.

Embora dê muito trabalho, eu adoro fazer o programa (são 36 vídeos de 12 minutos em média para editar, mais de 400 minutos de gravação em HD, com ilustrações, legendas e vários outros detalhes mais técnicos). Dá um trabalhão, não faria se não gostasse, já passei muitas noites editando. Poderia fazer outra coisa com meu tempo, mas quero ajudar a contar as histórias (e aprender com elas) desses personagens que têm muito para falar. São histórias que não podem ser perdidas. Além disso, dou muita risada no processo todo; às vezes, chego a rolar no chão de tanto rir!

A brincadeira da apresentação, no início de cada episódio, já se tornou marca registrada. Muitas vezes vocês citam nomes de surfistas estrangeiros. Já pensaram em fazer um episódio com alguma personalidade internacional?

Podemos fazer com os gringos também, mas a prioridade são os nossos ídolos. Gente como nós, a nossa história. Estou cansado de gringo, é isso! Gosto da frase que o Ricardo Martins falou no filme Cambito (episódio 14): “gringo é o cacete, porra!”.

Alguém que vocês gostariam de receber no sofá que ainda não tenha participado?

PICURUTA (Salazar)!

Falando em sofá, o Séries Fecham é gravado na casa de quem? Tem alguma equipe trabalhando com vocês?

Na minha casa. La é a base, tudo sai de lá: gravação, edição, planejamento e marketing. Às vezes, fico sobrecarregado, aí o João Luis Linhares é o cara! Ele está para o que der e vier. A parte do site quem faz é uma agência de San Diego (Califórnia), chamada Action Creations. Demian Borba é o gênio que fez a tecnologia, e o Jáder Almeida me ajuda na produção e no marketing. Sem essa equipe, não daria certo; antes, eu fazia tudo sozinho (edição, site, marketing, produção, apresentava, fazia pauta). Não estava aguentando; estava virando um full time job (trabalho de tempo integral). Esse pessoal tem sido essencial.

Para finalizarmos, vocês gostariam de deixar uma mensagem, um agradecimento ou qualquer tipo de recado? Fiquem à vontade, o espaço é todo de vocês.

O recado é um agradecimento a toda a equipe do Séries Fecham, a todos os internautas que assistem ao nosso programa e a todos os blogs e mídias que ajudam a divulgar o nosso trabalho. Esperamos melhorar e atender ainda melhor o nosso público. Estamos felizes com o sucesso da nossa iniciativa e de poder entreter e informar de forma divertida e descompromissada. Que todos tenham um ótimo 2011, cheio de jornalismo de mentira e surf de verdade. Um grande abraço a todos.


Responses

  1. boa!!!!

    parabens pela entrevista, show..

  2. Boa entrevista, vida longa ao Near The Ocean. Grande abraco.

  3. Com certeza a galera que surfa e gosta de debater sobre o surf estava carente de um programa como esse! O Sifu, o Julio e o Trekinho estão representando a gente que tenta divulgar nossas opiniões e idéias sobre o surf na net! Parabéns para o NeartheOcean pela entrevista e para a equipe do SériesFecham pela iniciativa!

  4. parabens pelo programa, saúde e paz pra galera ai !!!!!!!!!!!
    feliz 2011 Near The Ocean………………………………………………
    ALOHA……………….100%SURF

  5. Devidamente retuitado e fêicibucado.
    Gracias compañero
    Abrazzo


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