Publicado por: Lohran Anguera Lima | 22/08/2012

Wave House, um lar de genialidade

Wave House. Foto: arquivo Wave Loch.

Wave House – Um sabor do estilo de vida de praia”. Esse é o slogan da Wave House, grupo designado a disseminar as sensações da Califórnia e o surf pelo mundo inteiro. “Quando a praia está fora do alcance, a Wave House é o lugar onde a ação dentro da água não para”, continua nos provocando.

Com mais de 100 FlowRiders espalhados pelo mundo e, atualmente, com 6 Wave Houses instaladas (Durban – África do Sul; San Diego – Estados Unidos; Santiago – Chile; Singapura – Singapura; Saragoça – Espanha; e Maiorca – Espanha), o grupo é supremacia inquestionável quando o assunto é ondas estáticas.

Engana-se quem pensa que apenas de ondas estáticas vivem as Wave Houses. Há praça de alimentação, extenso espaço para shows, música ao vivo, DJs, drinks e decks para assitir aos surfistas. Podem ser alugadas para eventos, inclusive noturnos. Enfim, um verdadeira festa com ondas! Uma boa ideia para passar um final de semana diferente com os amigos, não?

Patenteada pela Wave Loch, empresa referência em ondas artificiais, a tecnologia usada para tanta diversão consiste, basicamente, em potentes jatos de água que percorrem, contra a gravidade, uma superfície lisa e levemente elevada. Esse mecanismo permite que o surfista permaneça em equilíbrio (num embate entre a força da gravidade – que o impele para baixo – e a força dos jatos de água – que não o permite ser vencido pela gravidade).

É muito provável que você, caro leitor, já conheça essa fascinante tecnologia. Aos desprovidos de tal conhecimento, sugiro que o busque. E fascinante me parece muito sutil para tanta genialidade.

Kelly Slater na Wave House. Foto: arquivo Wave Loch.

Recentemente, durante o Mr. Price Pro Ballito, etapa prime do calendário da ASP disputada na África do Sul, vários atletas aproveitaram os dias sem competição para usufruir das dependências da Wave House de Durban. Situada dentro de um shopping center, o Gateway Theatre of Shopping, essa Wave House, além de flowriders com diferentes dificuldades, conta com o maior skate park da África do Sul  – projetado por Tony Hawk –, e com uma estrutura de quase 23 metros para escalada, chamada The Rock – a maior estrutura indoor de escalada do mundo.

Aos surfistas, a principal atração é o famoso D-Rex, um point-break duplo, ou seja, para os dois lados, proporcionando longos segundos dentro de tubos artificiais.

Em certa oportunidade, conversei com os atletas que lá estiveram, e, frente aos relatos obtidos, surgiu-me a ideia de colocá-los num artigo. Confira os depoimentos de Thiago Camarão, Ricardo dos Santos, Luke Davis, Bernardo Pigmeu, Wiggolly Dantas, Jean da Silva e Jano Belo sobre a Wave House de Durban.

Muito obrigado a todos,

Lohran Anguera Lima.

Wave House. Foto: arquivo Wave House.

Thiago Camarão

“Dessa vez, não surfei porque estava com dores na virilha. Mas surfei lá nos últimos três anos. Acho muito divertida e, ao mesmo tempo, perigosa. Eles poderiam fazer um jeito de não nos machucarmos ao cairmos. Somos levados para fora da onda pela água, que não é uma espuma como a do mar. Nessa, a gente cai e pode se lesionar. É muito mais divertido surfar no mar, sem dúvidas! Na Wave House acaba enjoando depois de um tempo. Entubar é fácil, mas dar aéreos é difícil. Eu já consegui completar alguns, o Willian Cardoso e o Charlie Brown também. Tem um pessoal que anda bem lá.”

Thiago Camarão na Wave House de San Diego, em 2011. Foto: arquivo pessoal Thiago Camarão.

 

Ricardo dos Santos 

“No primeiro dia fui lá, mas só fiquei assistindo porque tive medo de me quebrar de bobeira. Mas depois resolvi tentar também. Achei difícil, pois não sabia qual postura manter para seguir em pé na prancha. Essa Wave House fica dentro de um shopping em Durban. Muito irado! Não lembro muito bem, mas acho que custa em torno de 15 dólares a hora (120 randes, moeda local). Não consigo opinar muito porque só estive uma vez lá, mas se fosse mais parecido com uma onda normal seria bem melhor, claro. Demora um tempo até pegar o jeito. Depois de umas duas ou três seções já é possível começar a se divertir. Como eu só fui em uma, acabei apanhando bastante (risos). Mas valeu, foi divertido!”

Ricardo dos Santos na Wave House de Durban. Foto: arquivo pessoal Ricardo dos Santos.

 

Luke Davis

“Se você não está pegando boas ondas no mar, surfar na Wave House é a melhor coisa que você pode fazer! Como foi a minha primeira vez, tive bastante dificuldade. É muito diferente do surf normal, então demanda certo tempo até aprender a andar sem cair. Mas quando alguém consegue entubar direito, é possível ficar uns 10 segundos dentro do tubo! Incrível!”

Luke Davis na Wave House de Durban. Foto: arquivo pessoal Luke Davis.

 

Bernardo Pigmeu 

“Como tivemos o dia livre de competições, decidimos ir à piscina de ondas. Foi tudo muito divertido! Não consigo apontar algo de que eu não tenha gostado. Surfar lá serve como treino e diversão, mas, sem dúvidas, é mais pela diversão do que pelo treino. É bom para descontrair um pouco, sair da rotina e da pressão dos campeonatos. A única reclamação que tenho a fazer é sobre o Wiggolly ter feito uma interferência em mim nos minutos finais da bateria (risos). Estávamos entre bons amigos, foi ótimo e muito engraçado!”

Bernardo Pigmeu na Wave House de Durban. Foto: arquivo pessoal Bernardo Pigmeu.

 

Wiggolly Dantas

“A Wave House é show! Muito divertido, ainda mais com amigos! É um pouco perigoso porque pode se machucar na queda, mas a vontade de pegar tubos é tanta que a gente esquece um pouco do perigo. A experiência vale como treino e como diversão. Mas eu concordo com o Pigmeu, é muito mais pela diversão. Sobre essa interferência que o Pigmeu comentou (risos), quando chegamos à Wave House, ele estava tirando onda, aí fui obrigado a rabear né?! Lembrando que a prioridade era minha (risos). Mas foi muito legal! Saímos de lá muito animados, vale a pena!”

Wiggolly Dantas na Wave House de Durban. Foto: arquivo pessoal Wiggolly Dantas.

 

Jean da Silva 

“Achei muito irada a Wave House! A onda não para nunca! Você tem de parar porque as pernas queimam de cansaço. Lá tem vários tamanhos de onda, é possível evoluir aos poucos, o que é bom. Foi muito divertido!”

Jean da Silva. Foto: Pablo Aguiar.

 

Jano Belo 

“É muito divertido! Mas é difícil, pois não se parece muito com surf. A prancha não tem quilhas e a onda é parada. No surf normal, quase sempre estamos com o peso sobre a perna da frente, já que a onda está se deslocando. Na Wave House, como é uma onda parada, o peso tem de ficar todo na perna de trás. Até serve como treino, principalmente para a perna de trás, que fica muito cansada. É também um pouco perigoso. O Pablo Paulino já machucou sério o ombro em uma queda. Tem que ter cuidado. Mas é muito maneiro, não sei se teria algo para melhorar! Eu vi o campeão sul-africano surfando lá, ele é muito bom!”

Jano Belo na Wave House de Durban. Foto: arquivo pessoal Jano Belo.

 

Galera na Wave House de Durban, África do Sul.

D-Rex, Wave House de Durban. Foto: arquivo Wave House.

Wave House. Foto: arquivo Wave House.

Wave House. Foto: arquivo Wave Loch.

Wave House. Foto: arquivo Wave House.

Wave House. Foto: arquivo Wave Loch.

Wave House. Foto: arquivo Wave Loch.


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